RIO 2016

Defesa terá cerca de 38 mil militares atuando nos jogos olímpicos

Desde 2014, foram investidos mais de R$ 700 milhões na preparação e em ações durante os jogos
Publicado: 09/03/2016 17:19
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Fonte: Agência Força Aérea

  Agência Força Aérea/Cabo V. Santos   Agência Força Aérea/Cabo V. SantosO Ministério da Defesa terá cerca de 38 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica atuando nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Desses, 20 mil atuarão somente no Rio de Janeiro. Os números e as áreas de atuação foram apresentados nesta quarta-feira (09/03) pelo ministro Aldo Rebelo e pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), Almirante-de-Esquadra Ademir Sobrinho.

“Ao ser escolhido para organizar os Jogos Olímpicos, o Brasil já tinha, na percepção dos organizadores, capacidade de assegurar a realização dos jogos dentro de todas as exigências, entre elas a de segurança pública, defesa nacional, proteção dos atletas, das comissões, dos jornalistas e da própria população”, afirmou Rebelo. O Brasil vai receber 10,5 mil atletas de 206 países.

Desde 2014, quando iniciou a preparação, até as ações durante a competição, o ministério investiu R$704,4 milhões. Do montante, aproximadamente R$240 milhões serão investidos neste ano cobrindo despesas, principalmente, de custeio como o deslocamento de tropas dos Estados de São Paulo e Minas Gerais para o Rio de Janeiro durante o período dos jogos.

O plano integrado da Defesa engloba ações marítimas e fluviais; aeroespaciais e aeroportuárias; de transporte aéreo logístico; defesa química, biológica, radiológica e nuclear (DBQRN); proteção de estruturas estratégicas; segurança e defesa cibernética; fiscalização de explosivos, enfrentamento ao terrorismo e forças de contingência.

  Agência Força Aérea/Cabo V. SantosO ministro destacou que o País sedia grandes eventos desde 2007, quando recebeu os Jogos Panamericanos. O Brasil já sediou os Jogos Mundiais Militares (2011), a conferência Rio +20 (2012), a Copa das Confederações (2013), a Jornada Mundial da Juventude (2013) e a Copa do Mundo (2014). “É um processo cumulativo que se pode tomar como exemplo”, falou antes da apresentação do esquema de trabalho, que está integrado com o Ministério da Justiça, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e órgãos de segurança ligados aos governos estaduais e municipais.

Em relação às ações de combate ao terrorismo, o ministro explicou que há integração entre as agências de inteligência dos órgãos de defesa e de segurança pública. "As duas ações se encontram em uma articulação conjunta que é disciplinada por protocolos que definem a quem cabe a responsabilidade de cada ação, coordenação, iniciativa de cada caso concreto", explica o ministro. Públicos considerados "audiências estratégicas", como taxistas e funcionários de hotéis, estão sendo sensibilizados para aguçar a percepção sobre possíveis ameaças terroristas.

Para a proteção de estruturas estratégicas, como telecomunicações e energia elétrica, DBQRN e enfrentamento ao terrorismo, há necessidade de autorização expressa da Presidência da República para que as tropas fiquem “em condições de atuar como força de contingência". 

Além disso, haverá contingente de prontidão próximo às áreas de competição e entrará em ação somente em caso de insuficiência ou perda de controle das ações pelos órgãos de segurança pública. A exceção será a atuação da Marinha que atuará com poder de polícia desde o início dos jogos na área marítima do Rio de Janeiro.

Em relação aos Jogos Paralímpicos, o Almirante Ademir afirmou que haverá redução de 18 mil militares, pois não haverá competições fora do Rio de Janeiro, como os jogos de futebol feminino e masculino - dos jogos olímpicos -  que serão realizados em São Paulo, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Manaus.

  Agência Força Aérea/Cabo V. SantosDefesa espera ter cem atletas militares do “Time Brasil” e dobrar número de medalhas olímpicas – De acordo com o Diretor da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB), Major-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, a expectativa do ministério da Defesa é ter cerca de cem atletas militares integrando o Time Brasil. Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), dos 93 desportistas brasileiros já classificados para a Rio 2016, 47 são militares, representando 50,5%.

O oficial-general também afirmou que a instituição espera dobrar o número de medalhas conquistadas na Rio 2016. Em Londres, os atletas militares conquistaram cinco das 17 medalhas olímpicas.

Cerca de R$100 milhões foram investidos na aquisição de equipamentos, como piso esportivo e piscina, para mobiliar centros de treinamento. Outros R$120 milhões, na adequação de instalações militares que serão utilizadas como centros de treinamento de delegações estrangeiras e também do Time Brasil.

Atualmente, o Programa de Alto Rendimento, uma parceria dos ministérios da Defesa e do Esporte, possui cerca de 670 atletas, desses 76 são militares de carreira das Forças Armadas.

O ministério já prevê abrir um novo ciclo do programa tendo como objetivo a participação brasileira nos Jogos Mundiais Militares de 2019, na China, e nos Jogos Olímpicos de 2020, no Japão. “Em conjunto com o Comitê Olímpico Brasileiro e com as confederações, vamos buscar identificar novos atletas e novas modalidades para buscar conciliar os interesses para o desporto militar e para o esporte brasileiro”, afirmou.

Veja declaração do ministro da Defesa: