SEGURANÇA DE VOO

Encontro reúne pilotos e controladores de tráfego aéreo no Paraná

O evento será realizado na sede do CINDACTA II
Publicado: 10/03/2016 08:00
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Fonte: SERIPA V

  A influência dos fatores do serviço de tráfego aéreo na mitigação do acidente aeronáutico é o tema de encontro entre pilotos e controladores da região de Curitiba (PR). A palestra será realizada no Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II) nesta quinta-feira (10/03) em dois horários, às 10h e às 14h.

O objetivo é evidenciar, por meio de estudo e análise de casos reais, ações voltadas para a melhoria da coordenação entre pilotos e controladores, na tentativa de eliminar ou minimizar o impacto nas consequências de um acidente aéreo. O Chefe do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V), Tenente-Coronel Luís Renato Horta de Castro, vai abordar casos reais analisados oriundos das investigações de acidentes, cujos ensinamentos podem ajudar o piloto e o controlador a mudar o desfecho da ocorrência. O evento integra o programa de trabalho com objetivo de disseminar aspectos da prevenção para elevar a segurança na atividade aérea.

  De acordo com o Chefe do SERIPA V, diversas situações acontecem durante o gerenciamento do tráfego aéreo, em especial, quando há uma aeronave em situação de emergência. O controlador de tráfego aéreo é o único “elo de ligação” capaz de ajudar o piloto na operação da aeronave de maneira assertiva e segura. Pelos auxílios à navegação aérea, ele pode sugerir orientações que são decisivas para aquele momento. “Não é necessário esperar que a situação aconteça para depois agir. Basta que o controlador tenha iniciativa, experiência e informação para intervir na hora certa”, avalia o Tenente-Coronel Renato. A eficácia da ação do controlador está relacionada ao conhecimento e atualização das normas, bem como a capacidade de administrar o problema.

Quando o piloto notifica ao controle aéreo uma situação crítica, cada segundo passa a ser decisivo na vida desse profissional. Diante da tela do radar, o controlador, que acompanha a trajetória da aeronave, possui informações úteis, como o comprimento de pista, aeródromos alternativos, procedimentos para pouso, vento e pressão atmosférica em localidades próximas, além de outros ajustes que podem ajudar no julgamento e na decisão do piloto.

Boas práticas - Em relação às boas práticas, o palestrante lembra que, antes de tudo, a comunicação deve ser bem entendida pelo piloto. Na situação tensa, é aconselhável reduzir a velocidade das instruções e, quando possível, solicitar a moderação no uso da frequência por outros pilotos, direcionando total atenção à emergência. “Na língua inglesa ou no português, o mais importante é a clareza na comunicação”, destaca o oficial. "Para que aconteçam melhorias são necessárias experiências e ações compartilhadas. Controladores e pilotos devem ser estimulados a conhecer, reciprocamente, seus locais de trabalho, identificando as rotinas, os protocolos e as limitações técnicas e funcionais de cada atividade. Tais ações terão influência direta no planejamento das atividades, com impacto na segurança de voo", finaliza.