DIA DO AVIADOR

Pilotos civis realizam sonho de voar

Além dos militares, o Dia do Aviador também homenageia os 16 mil pilotos civis no Brasil
Publicado: 23/10/2015 08:00
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Fonte: Agência Força Aérea

 

 

Avião da Azul escoltado por dois caças da FAB  Sgt Johnson Barros / Agência Força AéreaO Brasil tem uma frota de 21.789 aeronaves comandadas por um total de 16.061 pilotos e co-pilotos. Os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) revelam que, além dos aviões e helicópteros das Forças Armadas, o País tem o seu espaço aéreo ocupado por civis que também realizam diariamente o sonho de voar.

Conheça a carreira do piloto militar

O caminho para assumir o comando de uma aeronave é longo. Com ensino médio completo, os candidatos devem fazer um curso teórico de até seis meses de duração, onde aprendem conhecimentos técnicos sobre aeronaves, regras de tráfego aéreo, meteorologia e teoria de voo, entre outras áreas. Só depois de passar por uma prova da ANAC, é possível fazer o curso de piloto privado, com pelo menos 40 horas de voo. Em seguida, de acordo com o objetivo profissional, deve-se fazer cursos como o de piloto comercial e de voo por instrumentos, entre outros.

Quem fez todo esse caminho diz que vale à pena. "O melhor é conhecer lugares diferentes, culturas diferentes, estar cada semana em um lugar", conta Phelippe Longo, que já tem de 1.500 horas de voo e é capacitado a se tornar piloto de linha aérea.

Em 2011 ele largou o emprego na área de construção civil e decidiu abraçar o antigo hobby como sua profissão. Hoje ele voa turboélices King Air B200 e jatos Citation Cj1 a partir da cidade de Piracicaba (SP).

  Arquivo pessoalQuem também decidiu mudar de vida foi o novato Felipe Gonçalves. "Meu objetivo é ser piloto de linha aérea", conta. Após o curso teórico, já aos 30 anos, largou o emprego de assessor de imprensa e foi para os Estados Unidos fazer a formação como piloto comercial. O plano foi já começar com domínio da língua inglesa, exigida pelas companhias aéreas.

Quando perguntado pelo investimento na nova carreira, ele desconversa. "Tudo depende do que você quer da sua vida", diz. Agora, Felipe pretende acumular horas de voo em táxi aéreo ou em instrução. "Normalmente pedem 500 horas nas linhas aéreas". Ele já tem 270.

  Arquivo pessoalParece que Felipe ouviu o conselho de Adriano Bortolin. Co-piloto de jatos Boeing 767, capazes de levar até 221 passageiros, ele já voou para destinos como Miami, Orlando, Nova Iorque, Madri, Barcelona e Londres. "É fundamental ter o conhecimento do inglês", aconselha.

Para Bortolin, que já acumula mais de oito mil horas de voo, o estudo é a principal ferramenta para se tornar um piloto internacional. "O piloto jovem que quer ingressar na carreira tem que manter os estudos, porque a aviação está cada vez mais técnica. Há cada vez mais tecnologias envolvidas", explica.

Além do investimento inicial e das horas de estudo, a carreira também tem outro preço: "passar Natal longe de casa, Reveillon longe casa", diz Bortolin. "Quem faz por dinheiro não fica. Ninguém faz porque o pai gosta ou porque a mãe acha bonito. É muito vocacional. O prazer de pilotar a máquina recompensa. E a visão que a gente tem lá em cima... é uma visão muito bonita do mundo".

Aeronaves civis em operação  Tenente Enilton Kirchhof / Agência Força AéreaCivis em parceria com militares

Toda aeronave que voa no Brasil, mesmo as civis e comandadas por pilotos civis, está invariavelmente ligada ao Comando da Aeronáutica. É que cabe ao órgão militar realizar a prestação dos serviços de controle de espaço aéreo, de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos, e de busca e salvamento.

"O trabalho deles é incansável e muito importante para a aviação brasileira", elogia Adriano Bortolin. Segundo ele, todos os envolvidos na aviação são parceiros na busca pela segurança do tráfego aéreo e o diálogo com a Aeronáutica é muito bom.

 

Assista ao vídeo em homenagem aos aviadores: