HISTÓRIA

FAB participa de exposição dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

Exposição lembra o período que as três Forças Armadas Brasileiras participaram do combate
Publicado: 27/08/2015 12:24
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Fonte: V COMAR

Exposição dos 70 Anos do Término da Segunda Guerra  Ten Fabiana Cintra @ ACS-5/V COMARMais de 500 visitantes passaram pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para conhecer itens raros usados durante a Segunda Guerra Mundial. Os objetos pertencentes a colecionadores, artistas plásticos e às Forças Armadas formaram a exposição realizada na semana passada pela câmara gaúcha que marcou os 70 anos do término do conflito. A programação também incluiu homenagem à participação das três Forças Armadas Brasileiras no combate.

De acordo com a historiadora do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), Tenente Celly de Morais, a exposição foi uma oportunidade única de manter na memória da população a importância da participação dos brasileiros na guerra. “Podemos, assim, preservar a memória daqueles que, de forma honrosa, perderam suas vidas e deixaram suas lições nos campos de batalha”, finalizou.

Entre os materiais estava uma réplica dos jipes utilizados no teatro de operações do Norte da África, bandeiras de tropas inimigas capturadas em combate, condecorações e fardamentos originais dos exércitos americano e alemão, da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

O público também conheceu um capacete original confeccionado em tecido usado pelos combatentes. Este foi um dos  itens que permitiu mostrar a evolução da tecnologia bélica e aérea militar ao longo desses 70 anos. A mostra apresentou manche e manete originais da aeronave P-47 ThundExposição dos 70 Anos do Término da Segunda Guerra  Ten Fabiana Cintra @ ACS-5/V COMARerbolt, preservados no acervo histórico do Esquadrão Pampa (1°/14° GAV), sediado na Base Aérea de Canoas (BACO).

Também foram expostos retratos em preto e branco dos Jambocks, aviadores do Primeiro Grupo de Caça, falecidos em missão durante a guerra.

O mecânico, Gilmar Miguel Bozete Godinho, 53 anos, foi um dos visitantes da mostra.  "Fico emocionado, pois meu avô combateu na
resistência italiana e a família veio para o Brasil quando o governo brasileiro incentivou a imigração aos refugiados de guerra. Eles se instalaram no interior do Rio Grande do Sul, próximo à fronteira com o Uruguai.  Por isso, ver essas maquetes de guerra me dá saudades, me emociono ao lembrar as histórias da família", relatou.

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