MEDICINA OPERACIONAL

Socorro militar em desastres naturais é tema de palestras internacionais

Seminário encerra nesta quarta (03) com simulação de atendimento a feridos em combate no Forte de Copacabana
Publicado: 03/09/2014 09:25
Imprimir
Fonte: Agência Força Aérea

  MD/Felipe BarraUma simulação médica de atendimento a feridos em combate com a participação conjunta de profissionais da Aeronáutica, Exército e Marinha encerra nesta quarta-feira (03), no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, o Seminário de Apoio de Saúde em Operações Conjuntas de Paz 2014.

Os dois primeiros dias foram marcados por palestras de militares e profissionais estrangeiros. O principal objetivo é promover o intercâmbio com outros países que possuem conhecimentos diversos de atendimento médico e resgate em situações de desastres naturais e combates. Representantes do Hospital de Chicago, da empresa Strategic Operation (Inc), das Forças de Defesa de Israel, da Universidade de Havard, das Forças Armadas dos Estados Unidos e da organização MobileOne Foundation apresentaram suas experiências. A intenção é auxiliar na criação de um Centro Conjunto de Medicina Operativa das Forças Armadas.

O professor Isaac Ashkenazi, da Universidade de Havard, nos Estados Unidos, abordou a temática de apoio de saúde em situações de desastres naturais. Na última década, tem aumentado a frequência e a magnitude dos fenômenos da natureza, chegando a mais de 2 milhões de mortos nesse período.

Nessas situações, os militares, sobretudo de outros países, são cada vez mais requisitados para auxiliar nos resgates dos feridos e tratamento médico inicial. A agilidade para iniciar a ajuda humanitária faz-se fundamental. "A resposta deve ser o mais rápido possível para evitar mortes por falta de atendimento médico. O envolvimento dos militares em casos de desastres naturais imediatamente após o ocorrido pode ajudar a salvar muitas vidas", reforçou.

Entre um dos casos citados durante a apresentação, foi a da ajuda das forças armadas israelenses à Turquia, após um terremoto que atingiu o país no ano de 1999. Dezesseis horas após o ocorrido, os militares israelenses partiram para a Turquia e pouco mais de 24 horas após o terremoto, começaram os resgates e atendimentos aos feridos nos escombro
  MD/Felipe Barras.

O Capitão-de-Corveta e médico Hemerson dos Santos Luz, um dos participantes do evento, contou que o episódio dos deslizamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro, provocados pelas fortes chuvas, em 2011, levou os militares da Marinha a se prepararem para atuar com mais rapidez em situações de emergência. Hoje a Marinha do Brasil tem um
a equipe médica pronta para ser acionada em 24 horas em casos de desastres naturais", explicou.

Novos equipamentos - O diretor executivo da MobileOne Foundation, Zac Ponsky, contou a experiência da organização que tem ajudado na construção de hospitais de campanha em diversos países atingidos por terremotos, enchentes dentre outros fenômenos da natureza. Nesses casos, muitas vezes os hospitais do local são atingidos ao ponto de impossibilitar qualquer atendimento médico, por isso a necessidade de rapidamente montar uma estrutura de saúde.

Uma das novidades apresentadas foi a tenda compacta e feita de um material extremamente durável e que, após o acionamento de um botão, é enchida de ar. "Em cerca de 30 minutos os pacientes já podem começar a ser atendidos", afirmou, reforçando a importância de uma ação rápida, simples e eficaz. "O nosso envolvimento deve ter o objetivo principal de salvar vidas e elevar a resiliência da comunidade atingida. Responder imediatamente é um dos fatores que pode auxiliar a reduzir a mortalidade", complementou Ponsky.