PREVENÇÃO

Órgão de prevenção e investigação da Aeronáutica debate acidentes na aviação agrícola

Objetivo é elevar a consciência de segurança de voo nas operações realizadas na Região Sul do país
Publicado: 03/07/2014 14:27
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Fonte: seripa 5

Quais são os maiores vilões   da aviação agrícola? Esse e outros temas, como os estudos de casos reais e os fatores contribuintes para os acidentes na aviação agrícola, foram destaques nas palestras dos investigadores do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA 5) no Seminário Nacional de Aviação Agrícola. O evento foi realizado nos dias 4 e 5 de junho, em Cachoeira do Sul, município distante 200 quilômetros de Porto Alegre (RS).

O objetivo é elevar a consciência de segurança de voo nas operações realizadas na Região Sul do país. Os palestrantes enfatizaram os principais fatores contribuintes para os acidentes aeronáuticos no sentido de alertar aos aeronautas para maior aderência às normas e regras de segurança de voo. Segundo o chefe do SERIPA 5, Tenente-Coronel Aviador Carlos Emmanuel de Queiroz Barboza, cerca de 60% dos acidentes aeroagrícolas ocorrem devido a falhas cometidas por pilotos, a exemplo da indisciplina em voo nos procedimentos previstos. “Falhas de planejamento, aplicação de comando da aeronave, tomadas de decisões do piloto e deficiente supervisão geral por parte da empresa são também fatores que contribuem para elevar os índices de acidentes na aviação aeroagrícola”, declarou.

O presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), Nelson Antonio Paim, reconhece a necessidade de reduzir os índices de acidentes e destaca o tipo de voo como o principal fator de risco. “A operação aeroagrícola é uma atividade totalmente diferenciada das demais aviações, que exige um voo a baixa altura, com especificações técnicas distintas e o fator tempo nas atividades é sempre relevante. Estamos preocupados e trabalhamos com jornadas, palestras e congressos nacionais para modificar esse cenário”, explica.

O presidente do SINDAG defend
e a reestruturação dos cursos de formação básica de pilotos para que sejam proporcionadas mais horas de treinamento aos profissionais, ideia que já vem sendo tratada junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a efetivação de mudanças, porém ainda não há prazo. Atualmente, ele estima que aproximadamente 1.300 aeronaves da aviação agrícola atuam em todo o território nacional, com maior concentração de trabalho nas regiões Sul e Centro-Oeste.

Aviação agrícola - Durante os três dias do evento, além da segurança de voo também foram debatidos assuntos relacionados ao mercado da aviação agrícola, profissionalização, gestão e Palestra chefe do SERIPA 5  outros. De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Marcelo Ceriotti, o seminário surpreendeu pelo interesse da categoria e pelo avanço de importantes discussões. Ele destacou a busca pela valorização e profissionalização dos aeronautas e convocou a todos para maior envolvimento nas causas defendidas pelo Sindicato.

Eventos - O próximo Seminário Nacional de Aviação Agrícola promovido pelo Sindicato dos Aeronautas já está com a data marcada para os dias 27 e 28 de maio de 2015. Para este ano, o SINDAG realiza o Congresso Nacional de Aviação Agrícola nos dias 20, 21 e 22 de agosto em Foz do Iguaçu (PR).