HISTÓRIA

Comitiva do Correio Aéreo Francês conhece patrimônio histórico da Base Aérea de Natal

A capital potiguar foi destaque na rota que unia a Europa às Américas durante os anos 1930 e ponto de chegada das expedições do correio regular francês
Publicado: 19/05/2014 16:18
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Fonte: BANT

Uma comitiva da Aéropostale, antigo coCel Monteiro apresentando a BANt em foto aérea  BANT/S2 Canáriorreio aéreo francês, visitou na última quinta-feira (15/05) a Base Aérea de Natal (BANT). O objetivo do grupo é fazer um inventário dos vestígios da história do correio aéreo e compor um dossiê de tombamento das linhas de passagem da Aéropostale, que será entregue à UNESCO.

Natal foi escolhida porque na década de 30 era destaque na rota que unia a Europa às Américas e por ser o ponto de chegada das expedições do correio regular francês. Com isso, a cidade e a Base Aérea serviram como ponto de permanência para grandes aviadores franceses, como Charles Lindbherg e Jean Mermoz, que realizou, em 1930, a primeira viagem transatlântica de correio aéreo sem escalas.

Durante a visita, o Comandante da BANT, Coronel Aviador André Luis Gomes Monteiro recebeu treze aviadores franceses integrantes da comitiva e um arquiteto representante do Patrimônio Francês, Rémi Desalbres. Eles tiveram a oportunidade de conhecer os pontos de referência da história da Base Aérea de Natal e, em especial, as instalações da companhia de correio francesa, ainda preservadas, a chamada Vila Jean Mermoz, localizada na área oeste da Base.A comitiva na área da Vila Jean Mermoz  BANT/S2 Canário

Para o arquiteto Rémi Desalbres, os edifícios históricos da unidade estão em boas condições. “Tive uma ótima impressão ao chegar aqui e ver que o terreno está extremamente preservado nessa área militar”, elogiou. Já para Mônica Cristina Corrêa, Presidente da Associação Memória da Aéropostale no Brasil (AMAB) e coordenadora da comitiva, o tesouro da história do correio aéreo francês ainda existe graças ao senso de valorização do patrimônio histórico de organizações militares como a BANT. “É na cidade de Natal que o patrimônio está mais protegido, pois há uma maior consciência de preservação, porque, por sorte, está dentro de uma área militar”, afirmou.