OPERACIONAL

Esquadrão Cobra transporta onça ameaçada de extinção no Amazonas

Publicado: 21/11/2013 15:15
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Fonte: VII COMAR

O Esquadrão Cobra (7° ETA) resChegada da onça em Manaus  Soldado Jacaúnagatou uma onça parda na segunda-feira (18/11) no Amazonas. O animal foi transportado de Tefé para Manaus (AM), uma distância de 520km, numa aeronave C-95 Bandeirante. O resgate foi solicitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e coordenado pela Seção de Operações do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR).

A onça foi criada em Juruá, a 672 km de Manaus, desde que era filhote, por uma família que a pegou após uma caçada. Segundo o IBAMA, a onça é chamada de Sansão, tem, aproximadamente, oito anos e pesa 37 kg. O animal foi criado com outros animais e era alimentado, principalmente, por peixes. Porém, quando a onça cresceu, a família passou a acreditar que ela oferecia perigo e entrou em contato com o IBAMA.

A missão de resgate começou no domingo (17/11). Um veterinário do IBAMA foi a Juruá preparar a onça para o traslado.  Nesse mesmo dia, o animal foi colocado em uma caixa própria para transporte. Em seguida, a equipe seguiu de barco para Tefé (município com acesso apenas fluvial). A viagem durou 27 horas.

No dia seguinte, a equipe de veterinários encontrou os militares do Esquadrão Cobra que, com o auxílio da aeronave C-95 Bandeirante, transportou o felino até Manaus em bom estado de saúde.

Se o trajeto tivesse sido realizado apenas por via fluvial, a onça provavelmente não teria sobrevivido. Isso porque seriam mais 36 horas de viagem. “Se oOnça foi criada em Juruá (AM)  Diogo Lagroteria transporte demorasse mais, o animal ficaria estressado, o que poderia gerar mudanças fisiológicas como taquicardia, desidratação e problemas respiratórios”, disse o veterinário e analista ambiental do IBAMA, Diogo Lagroteria, que acompanhou toda a missão.

Em Manaus, a onça recebe cuidados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do IBAMA. O CETAS recebe cerca de 900 animais por ano provenientes de apreensões, de entregas voluntárias e de resgates. O Centro é o único no Amazonas a receber felinos.