Senta a Pua!

22 de abril. Dia da Aviação de Caça.

Homenagem


A Força Aérea Brasileira presta homenagem a todos os integrantes da Aviação de Caça da FAB.


Os novos rumos da aviação de caça


"A caça para mim será a realização de um sonho, a definição de servir por um ideal: a nobre missão de defender o espaço aéreo brasileiro". Essa afirmação é do aluno Matheus Magno Uchôa Ramalho, de 19 anos, que cursa o terceiro ano na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), localizada em Barbacena.

Mas para se tornar piloto de caça, o aluno Ramalho, após concluir a EPCAR, a escola de equivalência do Ensino Médio da Força Aérea Brasileira (FAB), deve passar mais quatro anos na Academia da Força Aérea (AFA), onde vai ter diversas instruções. Sendo as mais importantes sobre pilotagem nas aeronaves de treinamento T-25 Universal e T-27 Tucano.

O próximo passo tem como cenário a capital potiguar, onde os recém-formados iniciam instruções mais específicas no Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE) durante três meses.

Em seguida, os futuros caçadores são direcionados para o Esquadrão Joker (2°/5° GAV), também em Natal (RN). Ainda Aspirantes, eles realizam o Curso de Especialização Operacional da Aviação de Caça, com duração de um ano. É nessa etapa que eles aprendem a operar o A-29 Super Tucano.

Com a conclusão desse curso, os oficiais se tornam pilotos de combate da Aeronáutica e são direcionados para os três esquadrões operacionais de A-29 da FAB localizados em Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR), onde permanecem cerca de dois anos. Nesse período, além de defender o espaço aéreo brasileiro e policiar as fronteiras do País, o caçador continua o treinamento e tem lições importantes, como, por exemplo, a realização do voo em formatura e o papel do líder de esquadrilha.

"Terminada essa etapa, o Líder de Esquadrilha pode pedir transferência para o Joker ou para a Academia da Força Aérea, voltando na função de Instrutor de voo ou continuar no Esquadrão, cumprindo o Programa de Manutenção Operacoional. Ele participa da instrução de voo enquanto aguarda a chegada do momento correto da tão esperada transferência para os Esquadrões da Primeira Linha, ápice da carreira operacional do piloto de caça", explica o Tenente Raphael Hassin Kersul, que está fazendo o curso de formação operacional no F-5, no Grupo de Defesa Aérea (GDA), sediado na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás.

Os esquadrões de primeira linha operam as aeronaves mais rápidas da Força Aérea: o F-5, o A-1 e, futuramente, o Gripen NG. Quando o aluno Ramalho tiver cumprido todas as etapas anteriores, o Brasil já vai ter recebido as primeiras aeronaves Gripen NG, que vão operar no GDA.

Nova Aeronave – A ordem de serviço que autoriza a execução do contrato com a empresa Sueca SAAB para aquisição de 36 aeronaves Gripen NG foi assinada no dia nove de setembro de 2015. O contrato comercial inclui a compra de aeronaves de combate, suporte logístico e compra de armamentos necessários à operação dos caças. A previsão é que a primeira aeronave chegue ao País em 2019 e a última seja entregue em 2024. Atualmente, 46 profissionais, enviados por empresas do Brasil, estão na Suécia no trabalho em conjunto para o desenvolvimento do Gripen NG. Essa etapa visa troca de conhecimento para que, futuramente ocorra a transferência de tecnologia, uma vez que as 15 aeronaves vão ser desenvolvidas no País. Até 2022, mais de 350 brasileiros vão trabalhar com o projeto Gripen NG na Suécia.

Além da Embraer, as empresas AEL, Akaer, Atech, Inbra e Mectron também vão enviar profissionais para a sede da Saab em Linköping. Eles vão atuar no desenvolvimento da aeronave, gerenciamento de projeto, desenvolvimento de simuladores e certificação, dentre outras atividades. Para este ano, a expectativa da Saab é concluir a montagem do primeiro protótipo do Gripen NG.

Por possuir um motor de significativa potência, a nova aeronave permitirá, com facilidade, a realização de voos supersônicos em altas altitudes, o que é muito desejável para as ações de Defesa Aérea em ambiente de combate além do alcance visual. Além disso, os equipamentos embarcados de última geração, tais como o Interrogador IFF (Identification Friend or Foe) com criptografia nacional e o NCTR (Non Cooperative Target Recognition), permitirão uma melhor identificação positiva de todos os contatos que sobrevoarem uma área de interesse do espaço aéreo brasileiro.

Cumpre destacar também que o Radar de bordo com a tecnologia AESA (Active Electronically Scanned Array) das futuras aeronaves Gripen NG, o qual permitirá, com grande resolução e precisão, a designação de alvos no solo e o emprego de armamentos inteligentes, o que garantirá um aumentando da eficiência tática da FAB.

"O Gripen implementará uma verdadeira revolução tática e operacional na Força Aérea Brasileira. Elevada eficiência e precisão operacional, juntamente com baixo custo de operação: essa será a marca da nossa Aviação de Caça do futuro, que está próximo!", ressalta o Capitão Gustavo de Oliveira Pascotto, do 1° GDA, que passou seis meses na Suécia realizando o curso operacional em Defesa Aérea no Gripen C/D, a versão atual da aeronave.

Conheça, no vídeo abaixo, as características da futura aeronave de caça da FAB, o Gripen NG:

Aeronaves de caça da FAB



A-1
País de origem: Brasil e Itália
Velocidade máxima: 1.160 km/h
Comprimento: 13,55m
Altura: 4,55m
Envergadura: 9,97m
Armamento: 2 canhões de 30mm e até 3.175 kg de mísseis, bombas e foguetes



A-29 Super Tucano
País de origem: Brasil
Velocidade máxima: 557 km/h
Comprimento: 11,42m
Altura: 3,9m
Envergadura: 11,14m
Armamento: 2 metralhadoras de 12,75mm e até 1.500 kg de mísseis, bombas e foguetes



F-5EM
País de origem: Estados Unidos (Modernizados no Brasil)
Velocidade máxima: 1.700 km/h
Comprimento: 14,68m
Altura: 4,06m
Envergadura: 8,13m
Armamento: 1 canhão de 20mm e até 3.800 kg de mísseis, bombas e foguetes




Álbum de fotos

Prontos para o Combate





Esquadrões de Caça pelo Brasil

Veja, no vídeo abaixo, quais são os grupos de aviação de caça e onde se localizam:






Treinamento com o A-29

Confira a reportagem mostrando o treinamento realizado pelos três esquadrões operacionais de A-29 da FAB para formação de líderes de esquadrilha:






Curiosidades


Em 18 de dezembro de 1943 foi criado o primeiro grupo de aviação de caça.


A data de 22 de abril é considerada o Dia da Aviação de Caça porque foi nesse dia, no ano de 1945, que o Primeiro Grupo de Aviação de Caça realizou o maior número de surtidas na Itália: foram 44 missões de guerra, tendo destruído mais de 100 alvos.


Em 1986, o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, unidade da FAB ainda ativa, sediada no Rio de Janeiro (RJ) e equipada com caças F-5, se tornou a terceira unidade não pertencente às Forças Armadas Americanas a receber a Presidential Unit Citation, comenda do governo dos Estados Unidos.



No dia 01 de junho de 2012, a Primeiro-Tenente Aviadora Carla Alexandre Borges se tornou a primeira mulher operacional em aeronaves de caça de alto performance.


O traje usado pelo piloto de caça é feito para suportar a força da gravidade. Ele é desenhado em cada detalhe e preparado para inflar na parte do abdômen e das pernas, evitando que o sangue desça para os membros inferiores. Ao todo, são 15 quilos de roupas e equipamentos utilizados.



Hino da Aviação de Caça


Em Pisa, na Itália, após uma bem sucedida missão de ataque no eixo Treviso-Veneza, os integrantes da "Esquadrilha Azul" se reuniram no bar do Albergo Nettuno, Hospedaria que estava servindo de alojamento aos pilotos do 1º GAvCa para tomar algumas cervejas e relaxar.

No bar havia um piano onde estavam tocando a famosa canção "Funiculi Funicula". Com a intenção de celebrar a bem sucedida missão, Rui Moreira Lima chama o amigo Perdigão e outros companheiros como Tenente Meira e Tenente Rocha para fazerem uma paródia da canção italiana para celebrar a missão realizada.

Abriram mais algumas cervejas e ao piano e de papel e lápis na mão se começou a cantar e a escrever. Apesar de ser uma quarta feira de cinzas, o clima dos pilotos do Senta a Pua ainda era de carnaval, ainda mais estando todos tão longe de casa.

Letra - Capitão Pessoa Ramos e os Tenentes Rocha, Perdigão, Meira e Rui
Música - Benedito Lacerda e Herivelto Martins

Carnaval em Veneza

Passei o Carnaval em Veneza
Levando umas "bombinhas" daqui
Caprichei bem meu mergulho
Foi do barulho, o alvo eu atingi

BINGO!

A Turma de lá atirava
Atirava sem cessar
E o pobre "jambock" pulava
Pulava e gritava sem desanimar
Assim:

Flak, Flak, esse é de quarenta
Flak, Flak, tem ponto cinquenta
Um "Bug" aqui um "Bug" lá
Um "Bug" aqui um "Bug" lá
SENTA A PUA minha gente
Que ainda temos que estreifar

TEXTO: Tenente Jornalista João Elias  |  WEBDESIGN: Web CECOMSAER

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