Videoclipe


Progressão Operacional do piloto de Caça


A formação do oficial aviador da Força Aérea Brasileira começa na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP), onde o cadete recebe diversas instruções durante quatro anos, sendo as mais importantes sobre pilotagem nas aeronaves de treinamento T-25 Universal e T-27 Tucano.

Após se formar na AFA, o cadete se torna Aspirante a Oficial e segue para Parnamirim, região metropolitana de Natal (RN), onde permanece recebendo instruções por um ano. Durante três meses, o recém-formado passa pelo Curso de Tática Aérea (CTATAE), realizado pelo Grupo de Instrução Tática e Especializada (GITE), quando aprende os princípios teóricos para atuar em combate e recebe orientações que o preparam para assumir as responsabilidades como Oficial da FAB.

Em seguida, os futuros caçadores são direcionados para o Esquadrão Joker (2°/5° GAV), também em Parnamirim (RN), para receberem instruções no Programa de Especialização Operacional da Aviação de Caça (PESOP). É nesta etapa que eles aprendem a operar o A-29 Super Tucano.

Com a conclusão do PESOP, os oficiais se tornam pilotos de combate da FAB e são direcionados para os três esquadrões operacionais de A-29, localizados em Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR). Nesse período, além de defender o espaço aéreo brasileiro e as fronteiras do País, o caçador recebe lições importantes, como, por exemplo, o voo liderando uma formação de quatro aeronaves, na função de Líder de Esquadrilha.

Na sequência, o piloto pode ser transferido para os Esquadrões de Primeira Linha, localizados em Anápolis (GO), Canoas (RS), Santa Maria (RS) e Santa Cruz (RJ), onde irão operar as aeronaves mais rápidas da Força Aérea: o F-5M, o A-1M e, futuramente, o Gripen NG. Também pode pedir transferência para o Esquadrão Joker ou para a Academia da Força Aérea, assumindo a função de Instrutor de voo. Após cumprir todas as etapas, ainda há a possibilidade de servir no Esquadrão de Primeira Linha, localizado em Manaus (AM).

Confira no infográfico a progressão operacional do piloto de Caça:

Aeronaves de Caça da FAB



F-5M
País de origem: Estados Unidos (Modernizados no Brasil)
Velocidade máxima: 1.700 km/h
Comprimento: 14,68m
Altura: 4,06m
Envergadura: 8,13m



A-1M
País de origem: Brasil e Itália
Velocidade máxima: 1.020 km/h
Comprimento: 13,55m
Altura: 4,55m
Envergadura: 9,97m



A-29 Super Tucano
País de origem: Brasil
Velocidade máxima: 557 km/h
Comprimento: 11,42m
Altura: 3,9m
Envergadura: 11,14m



GRIPEN NG
País de origem: Suécia
Velocidade máxima: 2.450 km/h
Comprimento: 14,1m
Altura: 4,5m
Envergadura: 8,6m

Álbum de fotos




Notícias



Conheça a história do Distintivo de Condição Especial
dos oficiais aviadores


O principal símbolo da Aviação de Caça é o Distintivo de Condição Especial, que é de uso exclusivo dos Oficiais Aviadores declarados Pilotos de Caça. O distintivo foi criado em 1973 pelo então Primeiro-Tenente Luiz Nogueira Galetto que, na época, era instrutor do Esquadrão Pacau (1°/4° GAV), em Fortaleza (CE). Ele já havia criado algumas "bolachas" para a Força Aérea Brasileira (FAB) e sugerido algumas ideias, como as faixas nos lemes dos AT-26 com os naipes de baralho e, posteriormente, as dos F-5.

"Em um dos encontros dos esquadrões de caça, o então Capitão Aviador João Lúcio Gatti, do Esquadrão Pampa (1º/14º GAV), de Canoas, nos procurou para um desafio: criar um símbolo que representasse essa arma, baseado em uma seta que apontasse para a direita", relembra o hoje Coronel da reserva Galetto.

Coronel Galetto criou o distintivo quando era Primeiro-Tenente para elaborar o distintivo, inicialmente foi selecionado o escudo francês, já que a França foi o cenário do considerado primeiro combate aéreo da história e, também, os franceses foram os responsáveis pelo treinamento dos primeiros pilotos brasileiros, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, e do embrião dos Esquadrões de Caça. A cor de fundo adotada foi o azul para representar o céu do país e tem os significados de virtude, justiça, lealdade e força.

A seta foi, então, desenhada de forma simples, tridimensional, voltada para a direita, e preenchendo o centro do escudo, denominado "coração", ponto de honra. A cor escolhida foi a prateada, significando readiness for battle, prontidão para a batalha, segundo o American College of Heraldry (Colégio Americano de Heráldica).

As cinco estrelas pentalfas (de cinco pontas) representam a constelação do Cruzeiro do Sul. Foram colocadas ainda, no topo do escudo, estrelas que indicam o perfil do piloto detentor do símbolo.

O distintivo é utilizado por todos os Oficiais Aviadores da Aviação de Caça"A Aviação de Caça sempre foi a atividade mais desafiadora da nossa vida. O piloto de caça, além do conhecimento necessário que está um pouco mais complexo hoje em dia, deve ser motivado, agressivo e manter a perseverança. É um orgulho muito grande e ficamos imensamente felizes em ver o escudo nos uniformes dos nossos caçadores, do nosso Comandante ao Tenente mais moderno de um Esquadrão de Caça", conclui o coronel.

O distintivo é conhecido, entre os pilotos, como "sorvete da caça". O apelido foi dado devido ao primeiro desenho da seta, cuja cauda era mais comprida, parecendo um copinho de sorvete.



Não Tripulantes

Já o Distintivo de Militares Não Tripulantes da Aviação de Caça é circundado parcialmente por uma roda dentada (engrenagem), simbolizando a dedicação e o profissionalismo dos homens da manutenção. As estrelas no topo do escudo representam o tempo de serviço em Unidade de Caça: uma estrela (10 anos); duas estrelas (15 anos) e três estrelas (20 anos).




Curiosidades


 Em 18 de dezembro de 1943, foi criado o primeiro grupo de aviação de caça.


 A data de 22 de abril é considerada o Dia da Aviação de Caça porque foi nesse dia, no ano de 1945, que o Primeiro Grupo de Aviação de Caça realizou o maior número de surtidas na Itália: foram 44 missões de guerra, tendo destruído mais de 100 alvos.


 Em 1986, o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, unidade da FAB ainda ativa, sediada em Santa Cruz (RJ) e equipada com caças F-5, se tornou a terceira unidade não pertencente às Forças Armadas Americanas a receber a Presidential Unit Citation, comenda do governo dos Estados Unidos.


 No dia 01 de junho de 2012, a Primeiro-Tenente Aviadora Carla Alexandre Borges se tornou a primeira mulher operacional em aeronaves de caça de alta performance.


 O traje usado pelo piloto de caça é feito para suportar a força da gravidade. Ele é desenhado em cada detalhe e preparado para inflar na parte do abdômen e das pernas, evitando que o sangue desça para os membros inferiores. Ao todo, são 15 quilos de roupas e equipamentos utilizados.



Gripen NG


O início da execução do Projeto F-X2 junto à empresa sueca SAAB ocorreu em setembro de 2015. O contrato comercial prevê o desenvolvimento e a aquisição de 36 aeronaves Gripen NG, além de um Acordo de Compensação Comercial para transferência de tecnologia, suporte logístico e compra inicial de armamentos para a operação dos caças.

A inauguração do Gripen Design and Development Network (GDDN), em novembro de 2016, representou o marco inicial da transferência de tecnologia da Suécia para o Brasil. O primeiro voo do protótipo do Gripen E ocorreu em junho de 2017, dando início à fase de ensaios, voos de testes e de certificação, primordiais para a consolidação e o desenvolvimento do Programa Gripen.

A primeira aeronave brasileira a ser entregue ao operador deve chegar ao país em 2021. Já a entrega do último Gripen NG para a FAB está prevista para ocorrer em 2024. Por tratar-se de uma aeronave com conceitos e sistemas de última geração, o Gripen implementará uma verdadeira revolução tática e operacional na Força Aérea Brasileira.

Conheça o Gripen NG, a futura aeronave de combate da FAB:



Hino da Aviação de Caça


Em Pisa, na Itália, após uma bem-sucedida missão de ataque no eixo Treviso-Veneza, os integrantes da "Esquadrilha Azul" se reuniram no bar do Albergo Nettuno, Hospedaria que estava servindo de alojamento aos pilotos do 1º GAvCa, para tomar algumas cervejas e relaxar.

No bar, havia um piano onde estavam tocando a famosa canção "Funiculi Funicula". Com a intenção de celebrar a bem-sucedida missão, Rui Moreira Lima chama o amigo Perdigão e outros companheiros como Tenente Meira e Tenente Rocha para fazerem uma paródia da canção italiana para celebrar a missão realizada.

Abriram mais algumas cervejas e, ao piano e de papel e lápis na mão, se começou a cantar e a escrever. Apesar de ser uma Quarta-Feira de Cinzas, o clima dos pilotos do Senta a Púa ainda era de Carnaval, ainda mais estando todos tão longe de casa.

Letra - Capitão Pessoa Ramos e os Tenentes Rocha, Perdigão, Meira e Rui
Música - Benedito Lacerda e Herivelto Martins


Carnaval em Veneza

Passei o Carnaval em Veneza
Levando umas "bombinhas" daqui
Caprichei bem meu mergulho
Foi do barulho, o alvo eu atingi

BINGO!

A Turma de lá atirava
Atirava sem cessar
E o pobre "jambock" pulava
Pulava e gritava sem desanimar
Assim:

Flak, Flak, esse é de quarenta
Flak, Flak, tem ponto cinquenta
Um "Bug" aqui um "Bug" lá
Um "Bug" aqui um "Bug" lá
SENTA A PUA minha gente
Que ainda temos que estreifar








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